PROJETO DANÇA NA ESCOLA:

UMA FORMA DIFERENTE DE EXPRESSAR E COMUNICAR

 

GRUPO DE EXPRESSÕES CULTURAIS GUARDIÕES DA AMAZÔNIA

Dança na escola

 

SUMÁRIO

I – APRESENTAÇÃO     
II – JUSTIFCATIVA    
III – OBJETIVO GERAL     
IV – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
V – METODOLOGIA     
VI – RECURSOS MATERIAIS
VII – RECSSURSOS HUMANOS
VIII – AVALIAÇÃO     
IX – REFERÊNCIA

 

I  -  APRESENTAÇÃO

 

A dança proporciona ao ser humano o desenvolvimento da linguagem e o conhecimento do próprio corpo. O corpo é um veículo de expressão máxima que pode ser despertado através da dança desde a infância, provocando estimulações nos diversos aspectos físicos mentais, sensoriais e emocionais. 

 

Nessa perspectiva o projeto “Dança na escola: uma forma diferente de expressar e comunicar”, tem a finalidade de ampliar a participação e o conhecimento dos alunos a cerca da cultura amazônica, além de tornar o ambiente escolar mais atrativo e dinâmico.

 

A dança é não apenas uma arte que permite à alma humana expressar-se em movimento, mas também a base de toda uma concepção de vida mais flexível, mais harmoniosa, mais natural. A dança não é, como se entende a acreditar, um conjunto de passos mais ou menos arbitrários que são o resultado de combinações mecânicas e que, embora possam ser úteis como exercícios técnicos, não poderiam ter a pretensão de constituírem uma arte: são meios e não um fim. (DUNCAN apud GARAUDY, 1980, p.57).


II – JUSTIFICATIVA

 

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Marissanta Passarinho, localizada na Avenida Amazonas s/n, Bairro Boa Vista no município de Ulianópolis, atende neste ano de 2009 uma clientela de 1.346 alunos do 1º ano a 7ª séries e 3ª e 4ª etapas da EJA (Educação de Jovens e Adultos), ao longo do ano estamos desenvolvendo a temática Escola e comunidade: descobrindo e defendendo o ambiente amazônico para uma vida saudável, portanto, aproveitamos para elaborar o projeto “Dança na escola: uma forma diferente de expressar e comunicar” visando ampliar a participação e o conhecimento do aluno e comunidade escolar sobre a cultura amazônica e sua importância para o desenvolvimento social e cultural, criando atitudes de valorização e apreciação dessas manifestações expressivas, contribuindo diretamente para a formação do cidadão, pois aprender a dançar envolve, além das atividades artísticas e estéticas, apreciar a arte e situar a produção social da arte de todas as épocas nas diversas culturas. A formação do grupo de dança envolverá alunos de 5ª a 7ª séries e EJA (Educação de Jovens e Adultos), o qual será nomeado “Grupo de Expressões Culturais Guardiões da Amazônia”.


A idéia da criação deste grupo de dança surgiu devido a uma constatação elevada do percentual de evasão escolar nos anos anteriores nas 3ª e 4ª etapas da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e pela necessidade de tornar o ambiente escolar mais atrativo, aconchegante e agradável. Logo sentiu-se a necessidade em criar métodos que minimizassem essa problemática, uma vez que a dança possibilita o processo criativo a autonomia e liberdade do indivíduo, possibilita a articulação de uma relação mais próxima entre o homem e a natureza, através da observação, sensibilização e experiências que estabelecem uma íntima relação entre os mesmos. Assim, o educando ao vivenciar corporalmente através do movimento, o ritmo, o movimento dos objetos pelos fatores físicos como o espaço-temporal, peso e fluência, desenvolverá seus potenciais físico, mental, emocional e fica mais sensível ao mundo que o cerca. Com isso, ele passa a ter uma consciência crítica exigente e ativa adquirindo parâmetro de qualidade de vida em seu cotidiano; onde passará a identificar seus problemas com facilidade, levantando hipóteses, reunindo dados e refletindo sobre situações relacionadas ao fazer e ao pensar essa arte na escola, associada a uma vida saudável.

 

A dança amazônica é a essência da alma brasileira, apesar dos grandes desafios provenientes da globalização etnocêntrica, ainda há uma diversidade de povos tradicionais como indígenas, as comunidades quilombolas e ribeirinhas detentoras de saberes e tecnologias milenares, indispensáveis para a sociedade atual. Elas são primordialmente um poderoso instrumento de afirmação da identidade brasileira, fazendo dessa arte a força de vida dessa região, pois cuidar da identidade de um povo é cuidar da identidade particular de cada individuo, de cada pessoa que forma esse povo. O projeto para ser desenvolvido e concretizado contará com a dedicação e esforço dos profissionais da Escola Marissanta Passarinho, do apoio da SEMEC (Secretaria Municipal de Educação), do apoio dos amigos da escola e de um instrutor de dança para orientar e ensaiar o grupo para as apresentações futuras, desta forma, temos a plena certeza de que a proposta será um sucesso.

III - OBJETIVO GERAL

 

Possibilitar aos alunos e a comunidade escolar o conhecimento das manifestações culturais da região amazônica através da dança, enfatizando-a como algo importante para o desenvolvimento de um povo, proporcionando aos educandos novas oportunidades de lazer e de ampliação da cidadania, colaborando para a construção de uma base menos distante de relacionamento entre os distintos grupos sociais que compõem a sociedade brasileira.

 

 

IV - OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Adotar atitudes de valorização e apreciação das manifestações culturais amazônicas;
  • Compreender a dança como um meio para uma vida saudável;
  • Contribuir para a formação psicossocial do indivíduo, vendo a dança como elemento capaz de possibilitá-lo a autonomia e consciência crítica;
  • Compreender a cultura amazônica como algo importante para o desenvolvimento afetivo e social;
  • Possibilitar ao educando conhecer-se a si mesmo de outra maneira e melhorar sua auto-estima;
  • Mostrar à comunidade escolar as manifestações culturais da região amazônica e a importância de cultivá-las sempre vivas.
  • Compreender a cultura como meio de criação para a liberdade e para um desenvolvimento integral de nossa comunidade;

 

V - METODOLOGIA

 

O método aplicado para o desenvolvimento do projeto “Dança na escola: uma forma diferente de expressar e comunicar” provém da preocupação dos profissionais da escola Marissanta Passarinho em inovar suas práticas, com o objetivo de melhorar a qualidade de ensino para obter bons resultados no processo educativo, proporcionando aos educandos oportunidades de participação, interação e conhecimentos da diversidade cultural amazônica através da dança.

 

A dança possibilita ao aluno a sensibilização e percepção corporal, incentiva a criatividade e melhora a auto-estima. Nesse contexto esta proposta vem tornar a escola num ambiente agradável, atrativo e de bem-estar, onde os educandos possam descobrir e compreender que a dança é um instrumento que contribui muito para o desenvolvimento psicomotor, pessoal e social.

 

O projeto iniciará no mês de abril e o primeiro passo a ser dado é a realização de uma pesquisa para conhecer mais a fundo as manifestações culturais da região amazônica, em especial o ritmo entoada, a qual iremos dá ênfase e então a partir daí criar o grupo de dança que será composto em média por 26 alunos de 5ª a 7ª séries e EJA (Educação de Jovens e Adultos). O professor João da Silva Brito Junior ficará responsável em acompanhar os ensaios do grupo que realizar-se-á aos finais de semana usando o espaço da própria escola: auditório Suely Xavier Soares, para a efetivação dos ensaios. Mas, para que tudo isso venha a se concretizar dependeremos de um instrutor de dança que possa coordenar e transmitir os seus conhecimentos e habilidades de expressões corporais relacionadas a dança amazônica, ensinando os alunos passo a passo e incentivando-os a ensaiarem com determinação e compromisso, preparando-os para as apresentações futuras.

VI - RECURSOS MATERIAIS

 

  • Buá de chinchila;
  • Buá de ganso;
  • Buzios;
  • Cola de sapateiro;
  • Cuítas;
  • Dente artificial;
  • E.V.A. branco;
  • E.V.A. preto;
  • Esponja;
  • Fio de short;
  • Grega;
  • Palha da costa;
  • Pano cru;
  • Papelão de sapateiro;
  • Pelúcia;
  • Pena de faisão;
  • Pena de rabo de galo;
  • Pistola para cola quente;
  • Ráfia;
  • Refil para cola quente;
  • Sarrapilheira;
  • Sementes variadas;
  • Tecido brim.

 

VII - RECURSOS HUMANOS

 

Todos os segmentos da escola: direção, vice-direção, coordenadores, pedagógicos, secretária, professores, auxiliares de secretaria, inspetores, digitadores, auxiliares operacionais, auxiliares de segurança, alunos, pais e/ou responsáveis e instrutor de dança.

 

 

VIII - AVALIAÇÃO

    A atual prática pedagógica exige do educador uma nova visão sobre avaliação, na qual avalia-se para manter ou melhorar nossa atuação. Nesse contexto, a avaliação deve ser processual e usada como forma de acompanhamento do desenvolvimento integral do aluno.

 

Portanto, os educandos serão avaliados durante todo o processo de forma construtiva e reflexiva levando em consideração seus avanços e seus “erros”, a fim de que possibilitem o desenvolvimento de suas potencialidades.

 

 

IX - REFERÊNCIAS

 

GARAUDY, Roger. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.